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segunda-feira, 12 de julho de 2010

O royalty é alto, mas a nota no Ideb é baixa


Municípios que mais ganham indenização pela exploração de petróleo amargam mau resultado na avaliação do MEC. Já cidades que recebem menos se destacam


TRANSCRITO DO JORNAL O DIA

 O dinheiro que jorra dos poços e cai nos cofres das 12 cidades fluminenses com maior receita dos royalties do petróleo não foi suficiente para ajudá-las no investimento em Educação. Quase todas tiveram notas baixas no Ideb, divulgado semana passada pelo MEC. Apenas Rio das Ostras ficou acima da média estadual nos dois ciclos do Ensino Fundamental. Em contrapartida, as 12 cidades com menos recursos do setor petroleiro deram aula de qualidade no Ensino Básico, superando as metas. Já no Ensino Médio, o estado todo teve desempenho pífio.
Encabeçando a lista de municípios com maior participação dos royalties, com crédito neste ano de R$ 248,4 milhões, Campos tirou nota 3,3 no primeiro (de 1º a 5º ano) e 3,1 no segundo segmento (6º a 9º) — a escala do Ideb vai de 0 a 10 e as médias estaduais foram 4,7 e 3,8. Há dois anos, na segunda avaliação do Ideb, a maior produtora de petróleo do País já tivera desempenho ruim, com média 2,9, a menor entre as cidades mais ricas da região.
Macaé, que levou R$ 178,5 milhões de royalties, só conseguiu ultrapassar a média estadual no primeiro ciclo, com nota 5,0, mas tirou 3,7 no outro segmento.
Na contramão, Aperibé faz o dever de casa
Distante 262 quilômetros da capital, com pouco mais de 8 mil habitantes, a pequena Aperibé, no Noroeste Fluminense, mostrou que com pouca verba também é possível fazer bem a lição de casa. O município foi o único com média acima de 6 no Ideb, antecipando em 12 anos a meta que o MEC previu para 2022.
As escolas de lá tiraram 6,1 e 4,2 no primeiro e segundo ciclo. Tudo isso com apenas R$ 1,8 milhão dos royalties.

A CULPA DE FRACO DESEMPENHO ESCOLAR, SÃO DOS GOVERNANTES QUE REMANEJAM O DINHEIRO DA EDUCAÇÃO PARA OUTRAS SECRETARIAS BENEFICIANDO FINANCIADORES DE CAMPANHA E APADRINHADOS POLÍTICOS.

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