Vidraças quebradas
Como sempre
acontece em Búzios, ninguém viu ou sabe qual motivo de o motorista do carro ter
provocado a destruição das portas de vidro da entrada do banco do Brasil nesta
madrugada, mas me fez lembrar o caso de um amigo que comprou um celular de uma
operadora de telefonia que tinha uma agencia no Centro da cidade. Este amigo
que não vou citar o nome, faleceu a alguns anos. Este amigo, devido seu velho
celular apresentar diversos problemas resolveu que era hora de mudar de
telefone, compraria um aparelho de última geração que lhe servisse tanto para o
dia a dia, como também para o trabalho, já que andar com notebook para todos os
cantos já estava ficando cansativo.
No dia
seguinte se dirigiu a agencia da sua operadora cedo, chegou ás 08:00 h, mas a
agencia abriria as 10:00h, então resolveu ir caminhar pela Orla Bardot para olhar
o mar, rever amigos e visitar alguns clientes. Duas horas depois se dirigiu a
agencia e quando chegou teve que aguardar bastante tempo para ser atendido, já que
a fila de reclamações sobre o mal serviço prestado pela operadora era muito
grande.
Quando
chegou sua vez ele já sabia qual aparelho que iria comprar, já que durante a
espera pesquisou sobre todos aparelhos que estavam na vitrine, e a atendente rapidamente
lhe trouxe o escolhido e em seguida perguntou se continuaria com o mesmo plano
ou queria um melhor com muito mais vantagens. Como estava já estava estressado
pela tamanha espera, disse que mudaria de plano, mas se demorasse mais de cinco
minutos iria embora, e o atendimento foi muito rápido e a promessa era que
dentro de duas horas o novo aparelho estaria habilitado. E o sujeito foi para
casa feliz da vida.
Na parte da
tarde o cidadão voltou ao Centro e se dirigiu a agencia para saber o motivo do
seu telefone ainda não ter sido habilitado, e a resposta foi que no máximo em
uma hora estaria funcionando, então ele fez sinal de positivo e se dirigiu a um
bar em frente a agencia, seu dia estava perdido mesmo, e o melhor a fazer era
beber uma cervejinha para relaxar.
Após várias
cervejas retornou a agencia e a resposta foi a mesma, em uma hora o telefone estaria
funcionando. E passaram horas, a agencia fechou, o cidadão ficou bêbado,
revoltado e resolveu voltar para sua casa. Mais tarde já recuperado da cervejada
e mais calmo, resolveu ir ao Centro num encontro político partidário na casa de
um amigo, onde seu nome seria indicado para uma pré-candidatura a vereador. O
encontro acabou se transformando numa festa, já que cada um que chegava trazia
consigo bebidas ou tira gostos, até uns músicos chegaram para animar ainda os
já animado público presente.
Lá pelas
tantas horas o meu amigo resolveu ir embora da festa e saiu caminhando pelas
ruas desertas. De repente se viu em frente à loja que tinha tornado seu dia um
inferno, e resolveu desferir todos tipos de ofensas e palavrões para o logotipo
na vitrine da loja a meia luz, e depois seguiu caminhando. Não satisfeito,
resolveu voltar a loja e deixar um bilhete falando da sua indignação, mas
quando chegou descobriu que não tinha caneta e muito menos papel, então pegou
uma pequena pedra e jogou contra a vidraça e saiu andando e olhando para os
lados pensando em alguém ter visto seu feito. Mais à frente um pouco resolveu
jogar outra pedra um pouco maior afinal a rua deserta lhe encorajou, e jogou
outra, outra, outra... E no final achou que jogar pedras estava lhe fazendo muito
bem, e resolveu jogar uma última antes de ir embora, e acabou jogando uma muito
maior do que as outras jogadas, e terminou com estilhaços de vidros voando em
todas as direções. E o cidadão saiu em desabalada correria pelas ruas desertas
sem olhar para trás.
No dia
seguinte acordou muito chateado consigo mesmo, já que sua educação não condizia
com sua atitude, e depois do café da manhã tomado, resolveu ir à loja se apresentar
como o autor do atentado e responsável pelo pagamento total do prejuízo.


Nenhum comentário:
Postar um comentário