Colômbia vira cidade da Alemanha
em livro didático comprado pela prefeitura de Niterói
Em plena Copa do Mundo foi
distribuído aos alunos do 6º ao 9º ano do ensino fundamental da rede municipal
de ensino uma publicação dividida em dois volumes intitulada “A copa do mundo
no Brasil”. O valor da publicação comprada pela prefeitura de Niterói sem
licitação custou R$ 481mil reais. Os dois volumes custaram aos cofres públicos
R$ 80 reais, mas o Globo - Niterói conseguiu adquirir por R$ 50 reais no 1º
momento e posteriormente como á Copa já tinha terminado o preço tinha caído
para R$ 40 reais. O livro contém
diversos erros de português além dos mapas estarem identificados por nomes em
inglês ou nos idiomas de origem. Assim, Uruguai é
chamado de Uruguay, Costa do Marfim de Côte d’Ivoire, Inglaterra de United
Kingdom (Reino Unido) e Alemanha de Deutschland. Ou seja, os nomes não estão em
português. Só com base neste critério, o livro seria rejeitado pelo MEC.
O fato surpreendente desta
matéria escrita pelos jornalistas Gustavo Schmitt / Márcio
Menasce é que entre os autores
da obra estão a mulher do ex-prefeito petista Godofredo Pinto (2002-2008),
Maria Regino D’Angelo Pinto, e o filho do político Bruno D’Angelo da Silva
Pinto. Bruno D’Angelo também é creditado no livro como um dos responsáveis pelo
projeto gráfico. A editora Intertexto é conhecida do ex-secretário de Educação
Waldeck Carneiro (PT), que deixou o cargo em abril para se candidatar a
deputado estadual. Ele também foi secretário de Educação na gestão de
Godofredo. O ex-prefeito tem feito campanha pela eleição de Waldeck. Assim como
o pai político, Bruno Pinto também está acostumado a frequentar o Poder
Legislativo municipal: já foi assessor do vereador petista André Diniz. Maria
Regina D’Angelo também já foi chefe de gabinete de Diniz.
Uma das autoras da obra, Maria Regina D’Angelo Pinto, admitiu que o
livro contém erros e classificou o problema como possível falha de revisão.
— Eu li o livro e percebi alguns erros, assim como os outros autores.
Eles acontecem. Não é isso que anula o valor da obra — disse Maria Regina.
Coordenadora da publicação, Carmen Lúcia Pessanha prometeu se reunir com
os autores do livro para discutir os problemas apontados:
— Não notei os erros. A equipe é especializada, escolhida por mim, e
todos são professores, exceto Bruno D’Angelo. Mas, como homem brasileiro tem
conhecimento de futebol.
Carmen afirma ainda que a participação de Maria Regina, mulher do
ex-prefeito Godofredo Pinto, foi uma escolha pessoal:
— Sou amiga dela desde a adolescência. Ela não pode pagar por ser mulher
do ex-prefeito.
Filho de Godofredo, Bruno D’Angelo não quis comentar os erros:
— Escrevi a parte do esporte. É um assunto que gosto de estudar. Não fiz
o texto sozinho, houve uma revisão.
Doutora em Educação pela UFF, Ângela Borba defendeu a obra:
— Não tenho como me pronunciar muito sobre os erros porque os autores se
dividiram por temas. Não concordo que o conteúdo seja irrelevante.
Professora de história, Sílvia Pedreira disse que o livro pode ter erros
de digitação e falhas de revisão, mas não acha que o conteúdo seja descartável.
Proprietária da editora Intertexto, Eliana da Silva e Souza se disse
surpresa com os erros. Sobre a compra dos livros, ela acredita que foi
oportuna, devido à importância da Copa. A respeito do valor pago pelo município
(R$ 80), Eliana afirma que foi até um desconto, já que o preço inicial era de
R$ 110. Segundo ela, após o período da Copa, o preço caiu para R$ 50.
Revisora dos livros, Leila Pereira afirma que é professora de português
e que tem experiência na área:
— É normal passar alguns erros de revisão. Acontece com todo mundo.
Este fato me fez lembrar um texto que li sobre
a arborização das ruas de Brasília onde um político resolveu empregar/contratar
ou colocar um parente como laranja para cuidar do plantio de árvores em
diversos locais da futura capital do país. As mudas vieram do estado natal do
político em latas com terra e foram imediatamente plantadas sobre a supervisão
do “técnico” parente. No mínimo deveria ser cunhado do safado.
Passados 5(cinco)
anos as plantas não cresceram quase que absolutamente nada, devido o solo da região ser pouco erodido
porque sua superfície é, em sua maior parte, coberta por laterita, uma espécie
de capa formada por óxidos de ferro e alumínio, então decidiram através de uma
reunião que deveriam montar uma força tarefa composta de Engenheiro Florestal,
Geólogo, Agrônomo... E para surpresa maior d e todos os presentes
após algumas escavações serem feitas, descobriram o motivo que impedia o
crescimento das árvores, as mudas tinham sido plantadas dentro das latas.
Moral da história!
Político é político, só muda de endereço.


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