Praia João Fernandinho - BúziosRJ

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segunda-feira, 13 de maio de 2013





CARLÃO

Se foi meu amigo Carlos Araty de Barra de São João. Amigo dos amigos, e de muitos amigos durante muitos anos, dono de muitas conquistas, muitas pendengas, muitas cervejas, muitas estórias e provavelmente o pesadelo para os inimigos, se tivesse inimigos.
Amigo que fazia com que todos se sentissem em casa, e fazia se sentir em casa fosse no bar Garota de Ipanema em Ipanema,  em qualquer lugar de Niterói quando muito tempo esteve trabalhando por lá, em Baixo Grande, onde fomos há muitos anos para o aniversário de 90 anos da sua avó Rosa, e chegamos em Barra com o lado do Puma todo rebentado, em Macaé onde contratou num puteiro, três moças para serem as carpideiras num velório de um amigo, em Rio das Ostras onde era respeitado pelas cervejas consumidas, pelas conquistas e pelo fato de quando alguém começava a falar muito alto ao seu lado, saía logo dizendo: Eu não faço trato nem com Deus e nem com o Diabo para não ter pendenga entre os dois. E o ambiente acalmava. Em Barra de São João qualquer lugar onde passasse era cumprimentado e quase sempre parava, e como ele mesmo dizia: Vamos trocar uma ideia. Teve a coragem em certa ocasião de colocar uma mesa do Bar do Peter em plena rodovia Amaral Peixoto, onde o transito teve que ser desviado por um guarda municipal no qual não recordo o nome. Em Búzios nos encontramos poucas vezes, já que vinha sempre com muita pressa de voltar, mas uma vez que veio muito me marcou, já que foi no sepultamento da minha mãe em setembro de 2010, onde soltou uma frase que não mais esqueci. “Não importa se elas estão velhinhas ou doentes, nunca deixarão de ser nossa mãezinha”.
Com o tempo cansou e se apaixonou por um pedaço de terra na beira do Rio São João, e montou seu escritório, também conhecido como whiskritório, (embora só bebesse cerveja) e onde recebia clientes, amigos e familiares.  E lá passou seus os últimos anos num misto de projetos para o futuro, tristezas pela perda de amigos e entes queridos, e principalmente na alegria de está perto dos filhos que amava muito.
É meu amigo Carlão! O tempo é cruel com a gente. Mas assim como o mestre Chico Xavier “Eu também fiz um acordo de coexistência pacífica com o tempo”. Eu não fujo dele e nem ele me persegue. Um dia a gente se encontra.
Carlão! Siga em paz e boa viagem. Um dia a gente se encontra...

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