Objetivo era combater o tráfico.
Em São Paulo, um chefe de polícia resolveu aproveitar o ano de eleições e criou um candidato de um partido político também fictício, para ter acesso a uma favela através de policiais disfarçados de cabos eleitorais e assim poderem prender os comerciantes de droga ali instalados.
O "candidato" era um policial disfarçado, que estava concorrendo a uma vaga a deputado estadual com o nome de Cosme da Vila, cujo número era 70171.
A operação foi um sucesso, segundo eles, embora somente quatro pessoas suspeitas foram presas, duas armas apreendidas, e droga quase nenhuma. E olha que eles ficaram dois meses panfletando. Eu continuo acreditando que pagar para panfletar não dar resultado mesmo.
Mas essa notícia me fez viajar no tempo, onde o PT ainda não tinha cabo eleitoral em folha de pagamento, dinheiro na meia e nem na cueca para pagar esses "profissionais" eleitorais. A militância não tinha medo de ser feliz, e se doava em caminhadas e eventos, em morros e favelas pagando do próprio bolso suas despesas.
Em uma dessas caminhadas no morro da Rua Santo Amaro no Catete, no meio da subida fomos recebidos com morteiros, pedradas e tiros. Descemos a mil por hora sem entender nada, o que nos foi esclarecido depois por um morador do morro. Ele nos disse que pela manhã, tinha ido um grupos de políticos do Brizola, e disseram que viriam um grupo de policiais disfarçados com camisas do PT, roupas de palhaços e tambem de musicos, e que os sanduíches com refrigerantes que iam distribuir paras as crianças, estavam estragados, o que revoltou a comunidades e a galera do tráfico. A partir daí, foi decidido que qualquer subida em morro ou entrada em favela só seria feita mediante presença de militantes locais.
NO RIO, ESTES POLICIAIS DE SÃO PAULO COM CERTEZA NÃO CONSEGUIRIAM FICAR UM DIA FAVELA.



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