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quinta-feira, 18 de março de 2010


O MINISTRO DE RELAÇÕES EXTERIORES DE ISRAEL CRITICOU O PRESIDENTE LULA POR NÃO TER IDO DEPOSITAR FLORÊS NO TÚMULO DO CRIADOR OFICIAL DE TODOS OS CONFLITOS QUE EXISTEM ENTRE JUDEUS E PALESTINOS. CRITICOU TAMBÉM POR TER DEPOSITADO FLORES NO TÚMULO DO HOMEM QUE FOI O VERDADEIRO SÍMBOLO DA LUTA PELA LIBERTAÇÃO DO POVO E CRIAÇÃO DO ESTADO PALESTINO.


Transcrevo o texto do Marcelo Ambrósio em defesa do companheiro LULA.

Os criminosos de Gaza
Postado por: marceloambrosio
É trágico, mas irônico ao mesmo tempo. Costumo receber diariamente informes escritos por grupos que apoiam as ações do governo israelense nos quais ou se atacam reportagens críticas, ou se tentam expor outras facetas favoráveis como uma forma de romper o que se costumou classificar como a visão do conflito no Oriente Médio exposta pelas agências internacionais. Hoje, no entanto, nada apareceu a respeito da denúncia, esta revelada pelo jornal israelense Yediot Ahronot, de que soldados revelaram ter assassinado civis palestinos, inclusive mulheres e crianças, durante a invasão à Faixa de Gaza. Segundo a ONU, dos 1.434 palestinos mortos desde que a ofensiva começou, perto do Natal, 960 eram civis sem vínculo militar com o Hamas.Vou reproduzir ipsis litteris o que foi publicado hoje de forma a evitar que me acusem de também distorcer a realidade. São depoimentos espontâneos dos soldados, dados em uma palestra a aspirantes no Instituto Acadêmico de Tivon, em fevereiro. Aos futuros colegas, que serão encarregados de empunhar os fuzis para defender o país, o recado foi o seguinte. "Vidas dos palestinos são, digamos, muito menos importantes que as vidas de nossos soldados. Isso foi o que ouvi da maioria dos meus companheiros e eles podem justificar seus atos com tal argmento". Em outro caso, um segundo militar relatou como o comandante de sua companhia havia ordenado "que disparassem e matassem uma senhora palestina que caminhava por uma estrada a aproximadamente 100 metros da casa onde a companhia estava". Um terceiro declarou que um oficial que se opôs à ordem - porisso evito generalizar, há pessoas com coragem de enfrentar esse tipo de desmando - foi afastado e teve de ouvir os companheiros dizendo que "deveríamos matar todos aqui. Todos são terroristas". Outro ainda contou ao Ahronot: "quando entrávamos em uma casa, tínhamos de empurrar a porta e começar a disparar lá dentro, subindo andar por andar. Eu chamo isso de assassinato. Em cada andar identificávamos uma pessoa e atirávamos nela. Como isso pode ter algum sentido?". Em mais um relato, outro soldado, atirador de elite, afirmou ter matado uma mulher palestina e seus dois filhos. O motivo? Os três se confundiram com uma ordem dada pelos militares e caminharam na direção oposta à ordenada.O comando do Exército deu a resposta padrão nesses casos: anunciou que investigará os relatos. Tenho dúvidas, dado o corporativismo que envolve esse tipo de situação - em qualquer país do mundo - que tais casos resultem em processo ou condenação aos envolvidos. Para que isso acontecesse de forma justa seria preciso que fosse aberto um processo penal militar, com testemunhas, laudos de legistas e sobretudo depoimentos formais dos envolvidos. E além de uma sentença condenatória, a Justiça deveria estabelecer indenizações financeiras às famílias palestinas brutalizadas pelos réus. A despersonalização típica do conflito na região - qualificada pela generalização do epíteto de terrorista utilizado pelos militares em Gaza - faz com que essa promessa de reparação judicial transcorra apenas em uma esfera eminentemente técnica e unilateral. Ainda que os envolvidos sejam punidos, normalmente isso se dá no âmbito interno das corporações. Além do mais, há a questão da proporção: se o governo anunciou previamente que protegeria os militares envolvidos em excessos durante as operações de qualquer sanção judicial, e nesse caso a cadeia de comando é infinitamente maior e mais poderosa, já teria dado a anistia prévia também a aqueles de menor patente, que também se transformaram de soldados em criminosos comuns.

E AINDA QUEREM QUE O BRASIL ADOTE SANÇÕES CONTRA O IRÃ.

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