DEVIDO AO MUNDO INTEIRO LEMBRAR-SE DO ATAQUE TERRORISTA DE 11 DE
SETEMBRO AOS ESTADOS UNIDOS, E ESQUECER-SE DOS ATOS TERRORISTAS PRATICADOS
DIRETA OU INDIRETAMENTE POR ELES, ESTAREI POSTANDO NO BLOG DIARIAMENTE PARA
LEMBRAR.
TERRORISMO AMERICANO PELO MUNDO
PARTE 6
Cuba
– 1959
O maior e mais complicado esforço
para um golpe, aprovado na Casa
Branca, foi a operação da Baía dos Porcos. De
acordo com as iniciativas das administrações Eisenhower e Kennedy, a CIA
treinou exilados e refugiados cubanos anti-comunistas para desembarcar em Cuba e na tentativa de derrubar o governo de Fidel
Castro. Planos formados sob Eisenhower foram reduzidas sob Kennedy.
A CIA fez uma série de tentativas
para assassinar Fidel Castro, muitas vezes com aprovação da Casa Branca, como a Operação Mongoose.
A Invasão da Baía
dos Porcos (conhecida como La Batalla de Girón em Cuba),
foi uma tentativa frustrada de invadir o sul de Cuba por forças de exilados
cubanos anticastristas formados pelos Estados Unidos. Com o apoio das forças armadas americanas, treinados e dirigidos pela CIA, os exilados tentaram invadir Cuba em abril
de 1961 para derrubar o governo socialista e depor o líder cubano Fidel Castro.
O plano foi lançado em abril de 1961, menos de três meses depois
de John F. Kennedy ter assumido a Presidência dos Estados Unidos. A arriscada ação terminou em fracasso. As
forças armadas cubanas, treinadas e equipadas pelas nações do Bloco do Leste, derrotaram os
combatentes do exílio em três dias e a maior parte dos agressores foi capturada
pelo exército cubano. As relações entre Cuba e EUA deterioraram-se ainda mais
no ano seguinte com a Crise dos Mísseis.
Sob o codinome "Operação Mangusto",a operação tinha como objetivo derrubar o recém-formado
governo socialista e assassinar o líder da Revolução Cubana, Fidel Castro. Depois de três dias de
combates, os mercenários foram vencidos e Fidel declarou vitória sobre o imperialismo americano.
Fidel Castro já esperava um ataque direto à ilha , tendo sido alertado previamente por Che Guevara, que presenciara um
ataque semelhante à revolução ocorrida na Guatemala. Com a invasão iminente,
Fidel anunciou em discurso no dia 16 de abril de 1961, pela primeira vez, o
caráter socialista da revolução e, no dia seguinte, teve início o ataque à
ilha, na Praia de Girón, localizada na Baía dos Porcos.
Através da CIA, o governo estadunidense treinou 1.297 exilados
cubanos, ligados à ditadura de Fulgencio Batista e baseados em Miami, para destruir o governo de Fidel Castro.
Como o planejado apoio da Força Aérea Americana foi vetado por Kennedy, temendo envolver o governo dos Estados Unidos de forma institucional e aberta, a Operação Mangusto da CIA acabou sofrendo uma derrota arrasadora e, em 72 horas, foi
sufocada por forças governamentais cubanas.
No dia 18 de abril de 1961, o primeiro-ministro da União Soviética, Nikita Kruschev, enviou enérgica carta ao
Presidente Kennedy na qual demonstrou claramente a indignação da União Soviética em relação a essa invasão
e conclamou Kennedy a interrompê-la para evitar o perigo de uma conflagração
generalizada:
"Moscow, 18 de abril
de 1961, 14h00" (06h00 em Washington)
"Senhor Presidente,
estou enviando-lhe esta carta numa hora de alarme, assustado com o perigo da
paz em todo o mundo. Uma agressão armada teve início contra Cuba. Não é segredo para
ninguém que os bandos armados invadindo aquele país foram treinados, equipados
e armados nos Estados Unidos da América. Os aviões que estão
bombardeando as cidades cubanas pertencem aos Estados Unidos da América, as bombas que estão
lançando foram fornecidas pelo governo americano."
"Tudo isso desperta
aqui na União Soviética um compreensível
sentimento de indignação por parte do governo soviético e do povo
soviético."
"Suas declarações,
feitas há poucos dias atrás, de que os EUA não participariam de atividades militares contra Cuba criaram a impressão que os principais líderes dos Estados Unidos estavam levando em consideração as consequências para a paz geral
e para os próprios EUA que uma agressão contra Cuba poderia representar. Como pode o que está sendo feito pelos Estados Unidos ser compreendido, quando um ataque contra Cuba agora se tornou um fato ?"
"Ainda não é tarde
demais para evitar o irreparável. O Governo dos EUA ainda tem a possibilidade de não deixar a chama da guerra,
iniciada pelas intervenções em Cuba, se tornar uma
conflagração incomparável. Sr. Presidente, dirijo-me a V. Exciª um urgente
apelo para que ponha um fim à agressão contra a República de Cuba. Os armamentos militares
e a situação política mundial hoje em dia é tal que qualquer uma das assim
chamadas "pequenas guerras" pode deflagrar uma reação em cadeia em
todas as partes do mundo."
"No que concerne à União Soviética não deve haver engano
sobre nossa posição: Nós forneceremos ao povo cubano e a seu governo todo o
apoio necessário para repelir o ataque armado a Cuba (...)
"(...)Espero que o
governo dos EUA vá considerar nossas posições, ditadas pela única preocupação de
não permitir passos que possam conduzir o mundo a uma catástrofe militar."
(Ass.) "Nikita Kruschev"


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