Ação do Ministério Público desmonta falsa associação de taxistas na Região dos Lagos
Uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do RIO (GAECO/RJ) em Cabo Frio, São Pedro da Aldeia e Arraial do Cabo, na Região dos Lagos, desmontou um esquema de centrais clandestinas de atendimento (call centers) mantidas por falsos taxistas, que atuava com 127 veículos. Com apoio de agentes dos Grupos de Apoio aos Promotores de Cabo Frio, Araruama e Macaé, foram apreendidos R$ 9.412, 2.392 cartões de visita distribuídos a passageiros, dois laptops, três computadores, rádios Nextel, celulares, além de farta documentação com contabilidade da organização.
A operação com automóveis - na maioria particular - para o transporte de passageiros levou 139 taxistas regulares a fazerem um abaixo-assinado contra os "táxis piratas" que praticam concorrência desleal e ilícita na região. O requerimento do MP indica que a administração do grupo é feita por Clóvis Silva Santana com o apoio, entre outros, de Diego Pacheco dos Santos, presidente da Associação dos Amigos e Motoristas da Região dos Lagos. Os líderes da falsa associação, chamada de "Táxi do Clóvis", faturam cerca de R$ 700 mil por ano, cobrando diária de R$ 15 dos associados. Além de induzir os usuários a erro, a associação expôs os consumidores a risco, pois não havia controle de cadastro e nem manutenção regular dos veículos, normas de segurança ou critérios para seleção e treinamento de pessoal
A audácia do grupo fica mais evidente com a confecção de material de propaganda, como panfletos e cartões, distribuídos em locais de aglomeração de pessoas. O GAECO apurou ainda a existência de uma comunidade no site de relacionamentos Orkut intitulada "Eu ando no táxi do Clóvis!".
Os acusados podem responder por crimes contra a economia popular, a ordem tributária e as relações de consumo, além de contravenção relativa à organização do trabalho e formação de quadrilha.


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